Questão ambiental

Questão ambiental

PROBLEMAS   AMBIENTAIS

 

       Os grandes problemas ambientais são inúmeros no planeta. Mas são os problemas atmosféricos  - a  chuva ácida; a destruição da camada de ozônio; a poluição do ar  e o efeito estufa - os que mais têm alertado cientistas, governantes e afetado boa parte da humanidade.

      

A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

       Quando a indústria passou a se transformar na principal atividade econômica, o carvão mineral e o petróleo tornaram-se as principais  fontes  poluentes e entre os compostos mais nocivos estão os de enxofre, de nitrogênio e os formados por hidrocarbonetos. Mas  é  principalmente  nas grandes cidades que são percebidos seus efeitos mais nocivos.

       A chuva ácida  ocorre porque na precipitação-chuva há acidez. Quando esta acidez não está em seu grau natural e aumenta, ela passa a prejudicar o ambiente.

       A chuva reage com os gases - dióxido de enxofre  e o dióxido de nitrogênio, resultantes  da combustão de  carvão  mineral, do  petróleo  e  dos  seus derivados - formando os ácidos: sulfúrico e nítrico, que são absorvidos pelas gotas de chuva.

       A chuva ácida é mais comum nos grandes centros industriais e locais onde  há maior consumo e combustão de carvão mineral,  do  petróleo  e  seus derivados, como exemplo: as usinas termelétricas.

       A Europa e a América do Norte são os continentes mais afetados em seus ecossistemas.

       Como consequências, pode-se citar:

  • agropecuária prejudicada;
  • desgaste (corrosão) de monumentos, paredes de edifícios, estátuas e veículos;
  • destruição de florestas;
  • morte da flora e fauna aquática (lagos e rios).

 

       A camada de ozônio  retém os raios ultravioleta tipo B emitidos  pelo  Sol, sendo  de suma  importância  para  a  vida  na  Terra.

       A faixa de concentração da camada de ozônio se encontra  entre 35 e 55 km de altitude, ou seja, o gás CFC (Cloro Flúor Carbono) não é  nocivo  à superfície terrestre, mas é um grande responsável na destruição da camada de ozônio.

       A diminuição da densidade da camada ocorre com intensidade em locais do hemisfério Norte - regiões temperadas, Ártico e Antártida.              Consequências:

  • alterações na reprodução das plantas e na morte dos fitoplanctos;
  • enfraquecimento das defesas imunológicas;
  • aumento dos casos de câncer de pele e de catarata

     

       O efeito estufa compreende o dióxido de carbono e o gás metano emitidos pelas fábricas e pelos veículos; as culturas  em  terrenos  inundados e  o gás  carbônico  produzido pela queima das florestas aumentam a concentração de carbono em toda a atmosfera terrestre.

       O fenômeno efeito estufa ocorre quando o gás carbônico acumulado em excesso na atmosfera permite a entrada da  radiação solar, mas  impede  a liberação de boa parte do calor, que fica aprisionado na baixa atmosfera, próximo à superfície, aumentando a retenção do calor no planeta.

       Pesquisas, teorias e debates científicos têm ocorrido, mas com divergências. Exemplos são citados das consequências do efeito estufa:

  • alterações nas dinâmicas (movimentos) das chuvas e dos ventos;
  • elevação do nível médio dos oceanos, provocando a inundação de áreas costeiras;
  • extinção e deslocamento de espécies em alguns ecossistemas;
  • derretimento das calotas polares;
  • modificações nos padrões de produção e produtividade agrícolas, já que muitos cultivos não prosperarão em áreas com o aumento da temperatura.                                                                                                                                                                                                                                            

       O efeito estufa local transforma grandes cidades em ilhas de calor, ou seja, as suas temperaturas, principalmente nas áreas centrais, com prédios,  pouca vegetação e ruas asfaltadas, são superiores às áreas que as circundam, onde normalmente há plantações ou  vegetação natural (Ver Ilhas de calor).

 

       O fenômeno inversão térmica ocorre com na baixa atmosfera (correntes ascendentes de ar quente, que, ao subirem, resfriam-se). Nos grandes  centros urbanos, onde a concentração de poluentes é significativa, essa movimentação constante ajuda a dispersão dos agentes poluidores. Mas, em determinados dias do inverno,o ar próximo à superfície torna-se mais frio que o da camada superior. Esse fenômeno é natural.

       O esfriamento da atmosfera, durante a noite, decorrente da perda de calor da superfície, forma uma camada de ar frio próxima ao solo e por ser   mais pesada, não sobe essa camada. Já durante o dia, a temperatura do ar se eleva próximo à superfície.

       Esse fenômeno potencializa o problema da poluição atmosférica nas grandes cidades, já que não ocorrendo movimentação ascendente do ar,  não há dispersão dos poluentes, ocasionando na estação do inverno os casos de doenças respiratórias e de irritação nos olhos.

       A formação de um microclima urbano ocorre nos grandes centros urbanos, devido a interferência humana no ambiente, provocando alterações climáticas em grandes áreas construídas, que difere do tipo climático predominante da região em que estão localizados.

       São  fatores da alteração climática:

  • poluição atmosférica  decorrente da grande circulação de veículos e por alguns equipamentos domésticos e industriais;
  • poucas ou ausência de áreas verdes;
  • asfaltamento de ruas (a impermeabilização do solo pela pavimentação de ruas e pelas edificações) que absorve em potencial a radiação solar;
  • construções verticais (dificultam a circulação do ar).

       Com o aumento de material  particulado (ver Material particulado) na atmosfera, se elevam a temperatura  e a evaporação, aumentando a incidência de chuvas, que, em muitos casos, precipitam-se sob a forma de tempestades, enxurradas.

       Os gases lançados pelos  veículos são os principais poluentes das áreas urbanas. em segundo lugar são as emissões advindas das atividades industriais e das usinas termelétricas.

 

Indústrias poluidoras.

       A poluição do ar  é um problema que se agrava em cidades situadas em vales ou  em terrenos mais baixos, pois desfavorece à dispersão de

poluentes, já que o ar quente em ascensão é  bloqueado por uma camada mais alta de ar frio, que aprisiona a poluição. Como exemplo, a cidade do México.

       Algumas medidas têm sido adotadas para a solução do problema da poluição atmosférica ou para amenizá-lo, como:

  • aplicação de equipamentos anti-poluição;
  • cobrança de pedágio;
  • diminuição do número de automóveis em circulação.

 

 A  RECICLAGEM

       No Brasil a questão da reciclagem se direciona a um caminho natural para a sociedade e o governo, a fim de resolverem os  problemas  do  impacto ambiental representado pelos lixões e aterros sanitários, que esgotam sua capacidade de armazenagem em ritmo cada vez mais rápido, devido à crescente complexidade e volume dos detritos sólidos produzidos pela população urbana e atividades industriais.

 

CONSERVAÇÃO  AMBIENTAL

       Com a finalidade de preservar ou conservar o ambiente, como a flora, a fauna, os recursos  hídricos, as características geológicas e geomorfológicas (formas de relevo) e as belezas naturais, foram criados os espaços  'unidades de  conservação  ambiental', que  podem  constituir  reservas  biológicas ou extrativistas, parques ou florestas nacionais etc.

       As florestas nacionais constituem áreas com vegetação nativa ou reflorestada objetivando o manejo dos recursos naturais; a  proteção  dos  recursos  hídricos, os sítios arqueológicos;  desenvolver a pesquisa científica, a educação ambiental e atividades recreativas.

       Os governos brasileiros são morosos na política para a exploração dos recursos minerais, que priorize o desenvolvimento econômico sustentável, a preservação da natureza e a conservação das jazidas.

 

 

EXPLORAÇÃO AMBIENTAL

      

       As jazidas minerais constituem recursos esgotáveis e, se forem mantidos os atuais níveis de exploração mineral, em breve poderá faltar matérias primas fundamentais à indústria de  transformação. E, esgotadas, ficam  geralmente  abandonadas, com  imensas  crateras, em  que  o  processo de erosão tende a aumentar os danos ambintais ( devastação da vegetação para a exploração, diminuição ou desaparecimento da  fauna,  assoreamento de rios devido os depósitos de rejeitos que são levados pela água da chuva e pelo vento) e as tensões sociais,  pois  há  desemprego.

       A questão da exploração mineral no Brasil é que as mineradoras simplesmente abandonam as jazidas. E em  relação  ao  garimpo  de  ouro,  a exploração ocorre em rios da Amazônia e do Pantanal, que são utilizados  o mercúrio,  material  altamente tóxico,  atingindo  a cadeia   alimentar. O garimpeiro, a fauna aquática, as populações ribeirinhas  e os consumidores  são  comprometidos, além  de atingir o sistema  nervoso do  homem e provocar cegueira, debilidade mental e levar à morte.

       Já em diversos países há a obrigatoriedade do reflorestamento, o qual não garante a recuperação do hábitat natural.

       Diversos acidentes já ocorreram  com a extração e o transporte de petróleo e cita-se que o  maior deles foi o rompimento de um duto da refinaria de Duque de Caxias (RJ), em 2000. Esse  desastre ambiental atingiu manguezais, provocando a morte de muitos  animais  e vegetais  e  afetou a atividade pesqueira.

 

EROSÃO

 

      É um processo constituído de três etapas:

Intemperismo.

  • desagregação das rochas (intemperismo - destruição física e a decomposição química dos minerais);
  • transporte: os sedimentos são transportados para áreas mais baixas do relevo, através dos agentes externos (ventos, rios, chuvas etc.) e
  • sedimentação: depósito dos sedimentos nas partes mais baixas da superfície onde são acumulados.

       As atividades humanas podem desencadear ou acelerar os processos erosivos, como as construções de pontes,  estradas, túneis e elevados.

       No desenvolvimento de atividades - agricultura, mineração - e nas obras de engenharia - construções urbanas -  devem  considerar  as  ca- racterísticas ambientais locais, como: áreas propensas à erosão, deslizamentos de terra, enchentes (devido a impermeabilização do solo)  e   mananciais.

 

     

Rio Muriaé, enchente no norte fluminense (RJ), verão de janeiro de 2012.

  

       A agricultura realizada em áreas montanhosas ou em declives devem adotar técnicas de terraceamento que não provocam a erosão dos solos, além de vegetação para impedir ou amenizar a ação erosiva causada pela água da chuva, que escoa em forma de enxurrada, provocando  voçorocas (crateras) e  ravinas (gargantas) provenientes dos deslizamentos.

 

POLUIÇÃO   AQUÁTICA

 

       As fontes terrestres que poluem as águas são:

Derramamento de petróleo.

  • detritos e rejeitos despejados, em toneladas, nas  águas dos rios;
  • esgotos são lançados na água do mar, dos rios e lagoas, principalmente das áreas urbanas;
  • fertilizantes e agrotóxicos utilizados em excesso são  transportados pelas águas dos rios, assim como os excrementos dos animais;
  • elementos tóxicos e rejeitos provenientes das atividades mineradoras podem atingir as águas do mar;
  • despejo de lixo internacional é lançado na água do mar;
  • acidentes provocados por petroleiros;
  • porões de navios lavados em alto-mar (é proibido por lei internacional.

         A poluição aquática deve ser combatida  comum conjunto de normas e atitudes das atividades humanas.

                                                                           O    MAR     DE    ARAL                                                                                                                                  O ditador 'Josef Stálin'  adotou a política econômica em  que seus  líderes políticos   desenvolveram as lavouras de algodão, pois pen- savam ser mais lucrativo do que a venda de peixes. Para tal, desviaram os rios Amu  Daria e Syr Daria, que desembocam no Mar de Aral, a fim de irrigar as plantações de algodão.  Os  lenções  freáticos  foram co ntaminados  por  pesticidas  utilizados em excesso, a  vida  áquática  foi drasticamente reduzida, tempestades de areia e sal ocorrem. Em poucos anos o mar  começou a secar, triplicando a salinidade do grande lago salgado.

       Além das consequências ambientais há as sociais, como: desemprego, aumento da pobreza e, respectivamente, de doenças. Com o fale-

cimento do Mar de Aral, a indústria pesqueira definhou.

      Foi o quarto maior lago do mundo, localizado em uma região desértica, situado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia Central.

      Stálin promoveu nas décadas anteriores e intensificou durante o regime comunista dos anos 1960 a política econômica que  provocou o maior desastre ecológico mundial.

 

 

         Os lençóis freáticos  são reservatórios subterrâneos, localizados a centenas de metros de profundidade e apresentam grande volume de

água (aquíferos).

        As águas subterrâneas nem sempre podem ser consumidas, devido contaminação, já que podem possuir toxinas provenientes da agricultura e de atividades industriais.

      

OS RIOS

 

       O despejo de dejetos de diversos tipos (esgotos urbanos sem tratamento, produtos tóxicos usados na agricultura - pesticidas e fertilizantes químicos -  e resíduos industrias) nas águas  fluviais, a céu aberto,  provoca a morte  e o aparecimentos de valões negros. Também há  restos de alimento, detergentes e sabões, que possuem  bactérias causadoras de muitas doenças.

       As indústrias lançam resíduos dos produtos químicos, presentes nos metais pesados, como: cádmio, cobre, chumbo, mercúrio. Mas elas também lançam nos rios, água com temperatura elevada, proveniente das usinas termelétricas, matando os peixes. Além de provocar a poluição térmica.

       A poluição fluvial será solucionada com medidas de controle aos fatores que geram a poluição do mesmo.

 

                                                                                   RIO   TÂMISA

       Por ter sido pioneira da Revolução Industrial, a Grã-Bretanha herdou uma grande poluição nos rios, como no  Tâmisa.

       A  recuperação  do rio Tâmisa ocorreu através de um controle rigoroso: nas indústrias, com a realização de novos encanamentos de esgoto, proibição de lançamento de resíduos tóxicos nas águas dos rios.