A estrutura energética no Brasil

A estrutura energética no Brasil

       O Brasil apresentou grande redução no crescimento econômico entre o ano de 2000 e o ano de 2001, período em que ocorreu racionamento de energia elétrica no país, contribuindo para a diminuição no ritmo de  crescimento econômico.

       O país é favorecido na geração de energia, já que as condições naturais - clima, relevo,  hidrografia,  solo, estrutura geológica - e a dimensão territorial  permitem  que  o  país  disponha  de  várias opções energéticas,  muitas delas  renováveis  e  menos  poluentes  que  os  combustíveis fósseis.

       Assim  como  ocorre  em  nível  mundial, no  Brasil  é grande  a dependência de fontes de  energia  não renováveis e poluidoras. Mas há uma  diferença  importante  em  relação  à geração de  eletricidade,   principalmente com o aproveitamento  da  força das águas dos rios, uma fonte de energia que não polui a atmosfera e é renovável. E também há um grande  potencial  para desenvolver fontes energéticas alternativas, sobretudo as que são agrupadas no termo genérico de biomassa  (bagaço de cana-de-açúcar,  álcool, madeira, palha de arroz, óleos vegetais etc.), além da energia  solar e do  vento  (eólica),   sendo que estas duas últimas dependem de condições naturais favoráveis.

       O desenvolvimento de fontes alternativas para geração de eletricidade ou calor depende de investimentos, de programas de apoio ao uso dessas fontes energéticas, e de maior divulgação das  possibilidades que elas apresentam.

       Para as comunidades isoladas, que dependem basicamente do óleo diesel, podem  obter   energia, conforme o lugar onde vivem, usando como combustível óleos extraídos de plantas locais, como  abacate, algodão, coco, amendoim, dendê, mamona, milho, urucum ou soja.
       A  construção do gasoduto Brasil-Bolívia - termelétricas  movidas a gás natural - é uma das  obras que atendem às mudanças implantadas na política energética brasileira.  Mas os   investimentos   foram elevados na  construção desse gasoduto na Bolívia.

       Veja no quadro abaixo as dez maiores usinas hidrelétricas  do mundo:

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        Usina                            País                  Capacidade total (milhões de kWh)

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     Itaipu                          Brasil/Paraguai                          12,6

     Guri                            Venezuela                                 10,2

     Grand Coulle               EUA                                           6,5

     Tucuruí                       Brasil                                          6,48

     Sayan-Suchensk         Rússia                                         6,4

     Krasnoiarsk                Rússia                                         6,4

     La Grande 2              Canadá                                         5,33

     Churchill Falls             Canadá                                        5,22

     Bratsk                       Rússia                                          4,6

     Ust-Limsk                  Rússia                                          4,5                                                           

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       As bacias do Tocantins, do Amazonas e do Uruguai ainda podem  ser potencialmente explorados. Mas em relação as bacias dos principais rios que banham estados do Nordeste e do Sudeste estão com o seu potencial bastante aproveitado.

       Na região Amazônica, parte  das hidrelétricas foi construída para fornecer energia aos projetos  mineradores de grandes  empresas, principalmente as produtoras de alumínio, que consomem muita eletricidade (eletrointensivas) da usina de Tucuruí, no rio Tocantins (Pará).

       Tanto as hidrelétricas que estão operando quanto as planejadas têm provocado constantes divergências, já que a transmissão dessa energia para o Centro-Sul tem um custo muito elevado em razão das  enormes distâncias.

       Desde o final do século passado e início do século XXI, a distribuição da maior parte da energia elétrica produzida no Brasil está sob a responsabilidade das grandes empresas do setor privado, no entanto, a maioria das usinas hidrelétricas se encontra  em poder do estado, não havendo interesse das empresas privadas em  investir no setor de hidroelétricas.

       O carvão mineral geralmente tem procedência da região Sul. É o estado de Santa Catarina  o  maior produtor, extraindo carvão principalmente no vale do rio Tubarão e municípios próximos (Urussanga,  Lauro Müller, Criciúma e Siderópolis). As maiores reservas se encontram no Rio Grande do Sul, mas  por  se localizarem em camadas  muito profundas, dificulta e onera a extração.

       O Brasil importa cerca de 50% do carvão mineral que consome, já que o carvão brasileiro é  do  tipo hulha, com baixa qualidade.

       No Brasil, 70% do carvão vegetal utilizado provém de árvores do cerrado, o qual representa a principal fonte de energia da população de baixa renda e sua extração gera desmatamento.

       O carvão vegetal l tem utilidade como combustível nas usinas termelétricas e em usinas siderúrgicas,  assim como nas residências  e como redutor nas siderúrgicas.

       A primeira central nuclear do Brasil - Angra I - foi inaugurada em 1982 e a segunda - Angra II- no  ano de 2000.

       A produção de energia nuclear no Brasil se originou de um projeto desenvolvido  nos anos de 1960 e 1970 pelos governos militare objetivando a possibilidade de produção  de armamentos nucleares.

       O gás natural tem a participação aumentada após o racionamento de energia  em   2001,   em  que o governo brasileiro acelerou  a construção de usinas termelétricas movidas a gás natural, principalmente nas regiões mais populosas como no Sudeste e no Sul.

       A utilização desse combustível fóssil se dá como gás de cozinha, energia elétrica e como  combustível para veículos.

       Desde o Primeiro Choque do Petróleo (1973), o Brasil vem aumentando a sua produção e, atualmente, o país  se aproxima à auto-suficiência. Em relação ao refino, o país é auto-suficiente e a maior  parte das refinarias encontra-se na região Sudeste, onde é maior o consumo dos seus derivados.

       Na plataforma continental ocorre a maior parte da prospecção do mineral e é  no estado do  Rio  de Janeiro - bacia de Campos - que é  extraído cerca de 80% do petróleo nacional.

       Nas terras emersas - relevo terrestre- o mineral é obtido nos estados da Bahia, Espírito Santo, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, São Paulo (Santos) etc.

Combustíveis  e derivados do petróleo:

- Combustíveis: gasolina, querosene, óleo diesel e GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) usado como gás de cozinha e pela indústria petroquímica na fabricação de matérias-primas para obtenção de plásticos ,

tintas, vernizes. O nafta (ver) é um derivado do petróleo que é utilizado para produzir as matérias-primas.

       Há no mercado  o diesel S-50, que é umcombustível mais caro e menos poluente, pode ser usado em qualquer veículo à diesel,  mas, a partir de 2011, houve a produção de caminhões com tecnologia para o diesel S-50. Os novos veículos são mais caros.

       Em Cabo Frio, cidade na Região dos Lagos (RJ), o aeroporto  começa a despontar como uma peça crucial na sofisticada engrenagem logística que está sendo construída em torno do pré-sal.

       A cidade assiste ao crescimento da movimentação de cargas e passageiros, enquanto são planejados obras de ampliação do pátio das ae-

ronaves e a construção  de um complexo logístico.

       O  aeroporto  possui  posto  aduaneiro  para  as operações  de  importação  de  equipamentos  das  empresas  do setor  de  petróleo  e das exportações.

       O governo brasileiro implantou o  'Proálcool'' (Programa Nacional do Álcool) face aos efeitos da crise do petróleo, na década de 1970. E se baseou em incentivos fiscais e subsídios  oferecidos  aos  produtores de álcool (usineiros) e às indústrias automobilísticas. Mas os subsídios - isenção fiscal e empréstimos a juros  abaixo das taxas de mercado - geraram aumento da dívida pública e o agravamento  na  questão fundiária,

já que  as grandes extensões de pequenas propriedades agrícolas de alimentos foram   substituídos por laifúndios monocultores de cana-de-açúcar.

       Do início da década de 1990, a queda do  preço do petróleo diminuiu a diferença entre o  preço  da gasolina  e do álcool, fazendo com que a produção de açúcar fosse priorizada pelos usineiros, já que  o  lucro é maior no mercado internacional.

       Com a inovação dos automóveis 'flex-power' (utilizam  combustíveis: gasolina e álcool)  a  produção foi revigorada.