A- INTRODUÇÃO

08/12/2011 20:43

Com o avanço tecnológico e a violência urbana, as crianças se isolam na frente da TV, do computador ou do videogame e abandonam as brincadeiras de rua.

   As brincadeiras de roda, amarelinha ou outra diversão de rua, já não são mais comuns na vida da criançada nos   dias atuais. Com a violência urbana e a falta de tempo, a maioria dos pais recorrem à televisão para proporcionar distração aos filhos. Logo pela manhã, muitas crianças deliciam suas mamadeiras deitadas no sofá assistindo ao primeiro programa intantil do dia. Os maiores preferem os computadores e os videogames.  

   Educadores conselham porém, que mesmo com pouco tempo livre,  os pais devem reservar um "tempinho" para ensinar aquelas brincadeiras que faziam parte do seu cotidiano quando eram crianças. Entre elas: cabra-cega, passa-anel, coelhinho-sai-da-toca, batatinha-frita (1, 2,3) e outras. Segundo psicólogos, essas brincadeiras são muito importantes para que as crianças desenvolvam sua coordenação motora e mental.

   A falta de espaço também impede determinadas brincadeiras. Os educadores afirmam, ainda, que o espaço para recreação, pode ser uma pequena área no quintal do amiguinho, um pátio da escola ou a pracinha próxima de casa. As atividades físicas devem acontecer mesmo que numa pequena parcela do dia. Já os que moram em apartamentos  com playground, devem fazer uso da área.

   Na  Escolinha Bíblica Infantil (EBI) as crianças de três a seis anos devem brincar com jogos pedagógicos, montando peças coloridas e inventar personagens ou brincar de roda, coelhinho na toca, entre outras atividades. As professoras devem inventar brincadeiras movimentando-os com pulos, palmas e cantando músicas sobre personagens bíblicos. Dessa  maneira, a orientação é de maneira sadia, fazendo com que eles façam exercícios desenvolvendo a coordenação motora, principalmente para os mais pequeninos.

   Ao se reparar comportamento de dispersão ou agressão entre as crianças, os professores recorrem aos pais com o objetivo de solucionar o problema.

   Deve-se saber como é o lazer da criança em casa, qual é o tipo de entretenimento que os pais estão oferecendo aos filhos. E a resposta é sempre a mesma: a criança assiste bastante à televisão ou joga muito videogame.

   Muitas vezes esses entretenimentos corrompem a criação que os pais transmitem para os filhos. É importante preservar a pureza da criança, porque tudo tem seu momento. Não se pode despertar numa criança de cinco ou seis anos  algo que somente lhe chamaria atenção aos 12 ou 13 anos. Tudo tem que ser de acordo com a faixa etária, caso contrário as consequências vêm à tona. Essa é a razão das crianças imitarem as agressões exibidas nos desenhos animados e filmes,  pois a diversão é ver o amiguinho cair ou ser lançado de um lado para o outro.

   Com relação ao uso de computadores, há a importância  em pesquisas escolares, mas o uso deve ser orientado e controlado. Os computadores representam valor na vida da criança que estuda e faz pesquisas escolares, mas os pais precisam  selecionar o que  seus filhos estão vendo e o tempo dedicado.

   Excessivamente ligados a esses aparelhos, as crianças se isolam de tudo o que está ao seu redor. E com o avanço tecnológico, as crianças não estão voltadas para as brincadeiras mais infantis e com isso elas estão amadurecendo muito cedo.

   Com a escassez das brincadeiras sadias, as crianças se tornaram adultos egoístas. Isso, porque elas se isolam  tornando-se pessoas frias.

   É por isso que muitas igrejas estão se preocupando com a educação religiosa e com o desenvolvimento social das crianças: ensinar a amar seu semelhante, as plantinhas e animais e nunca maltratá-los, pois essa atitude não agrada a Deus.

 

   As brincadeiras de roda desenvolvem  a coordenação física e mental.

 

   Para gostar tanto de certos brinquedos e brincadeiras, nossos pais, avós, amigos, professores e irmãos acabam nos ensinando muitas formas de diversão. Esse conhecimento passado de geração a geração é o que se chama tradição oral.

   A gente pode nem perceber, mas  construir pipa, papagaio, arraia ou pandorga - o nome varia de acordo com a região do país, mas o brinquedo é o mesmo - assim como brincar de amarelinha é resultado dessa tradição oral.